
pensava ela que o amor era mecânico e que o seu príncipe encantado vivia na rua perpendicular à sua. dizia-se sonhadora. não sabia ver, tudo o que os seus olhos fotografavam eram meras observações e complexas recordações. era simples; e de simplicidade pouco sabia. escrevia. lia mentes. era apaixonada, vivia com um amor platónico entalado na garganta e perfurado no coração. sempre a perguntar como os outros estavam. sobrevivente. e profundamente enganada.