por vezes sinto-me corroída pela dor de um amor que não tenho.
está-me só a apetecer comer um churro de chocolate e receber um beijinho na testa. há coisas que deviam ser simples e não são. é pena.
ao longo do tempo aprendi que quando esquecemos alguém não é proclamando isso aos quatro cantos do mundo que se torna verdade. por mais que digamos a toda a gente que ele é passado, que não o queremos ver mais, que já não o amamos, não estamos a ser sinceros. a verdade é que só o esquecemos, quando dentro de nós proclamámos isso, bem calmamente, em silêncio só para nós tomarmos consciência. eu tomei consciência disso há pouco tempo mas nada me soube tão bem. não é, porém, que deixo de agradecer por tudo o que de bom tive contigo. obrigada.
"o problema é esse. eu sou uma pessoa simpática, sou realmente simpática. se és simpático comigo, sou simpática contigo. e mesmo que não sejas simpático comigo, eu consigo ser simpática contigo. se apanhas o meu mau lado, aí sim, consigo ser uma verdadeira cabra. se me irritares, não te queixes depois. consigo ser sinceramente chata e irritante às vezes. consigo ser feliz, felicíssima. consigo estar triste. tenho a habilidade fantástica de passar de muito muito feliz para uma idiota deprimida. consigo ser impaciente. consigo ser uma pessoa realmente às direitas e dizer-te a completa verdade. não tenho qualquer tipo de problemas em fazer tal coisa. se achas que consegues lidar com isso, então sente-te à vontade para entrar na minha vida. se não consegues, então não entres."
às vezes, quando digo a verdade, digo que tenho medo de gostar para sempre de ti.